ILUSÕES PERDIDAS
A tocata de suave melodia
Joga sonhos ao éden, a voarem
Como se fosse pássaros sem ninhos,
É o pranto de amores a clamarem
Por afastados carinhos.
Sãos os momentos de solidão,
Que revelam amargura e dor,
É o desequílibrio da indecisão
De realidades sem brilho.
É o lembrar do perdido amor,
Que traz a incerteza da rediviva,
É a negação na expectativa
Amorfa, sem cor.
Feliz é o sonhador
Que cria para si um onírico viver,
Qualquer dia pode ser o dia
Em que terá o desejado amor,
Embora só em fantasia...
Os velhos pianos tiveram presentes
Nas canções de tantas nostalgias,
No rodopiar em valsas cadentes,
Em dançares intermitentes
De sonhos e fantasias.
Vivo, assim, permissivo,
A pensar no que ficou para trás,
Embora saiba que já não existe mais,
Embalo nas minhas ilusões...
.
(Tarcisio Costa)
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