PESADÊLO II
Não era uma rua,
Via-se, apenas, uma alameda escura,
Sem esquina ou outro referencial,
Havia, no final, uma curva...
A tarde já estava turva,
E os pirilampos já riscavam o ar,
Não era noite totalmente escura...
Haviam janelas iluminadas.
Velhos sobrados,
Amarelecidos, seculares,
Ressuscitavam o passado...
Eu percorria cada canto,
Eu era um estranho,
Apenas um vulto escuro,
Um adventício na noite,
Como uma alma perdida.
Nem os cães uivavam...
Eu era, realmente, o imprevisível
Que parecia procurar outro mundo,
Qual um vagabundo,
No absinto das madrugadas...
Tudo foi um pesadelo...
(Tarcisio Costa)
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Poemas de P a T
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